sábado, 9 de janeiro de 2010

SONETO AO MEU AMOR

Quisera pudesse percorrer-te o corpo
e beijar-te a boca tanto e tanto
fazer sustar do teu riso o pranto
e fazer-te ébrio e lúcido e louco

Deixar que entre meus braços ficasses
e demorasses a sentir saudade
e que o amor fosse eternidade
e que o tempo por ti não findasses

Ilusão é te querer de modo estúpido
na explosão do teu beijo lúdico
e no estampido do teu corpo esvaneço

E no instante desse amor eu permaneço
por entre a bruma que o teu corpo suaviza
e do prazer que o teu amro regojiza

Esse poema foi escrito em 1984. Eu, então, com meus 24 anos de vida e muita juventude, no ápice do estágio da descoberta do que era o amor. Começando a despertar para aquilo que eu considerava que seria o início de uma boa safra de ótimos escritos. E foi, sinceramente, uma fase ótima, cheia de encontros e descobertas. Cheia de aventuras e desventuras. Amor e paixão. Avassaladora paixão.

Gostaria que aquele amor fosse "eternidade" mas, não foi. Passou, porque era apenas, PAIXÃO...

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